
Perturbações Funcionais com Componente Emocional
Intervenção Neuroemocional na Reprodução Medicamente Assistida, Gravidez e Perinatalidade
A vivência reprodutiva — desde os tratamentos de fertilidade à gravidez e ao pós-parto — pode desencadear processos de desregulação emocional e fisiológica com impacto significativo na saúde da mulher. Estados como ansiedade persistente, ambivalência relacional, fadiga emocional ou trauma obstétrico influenciam não só o equilíbrio neuroendócrino, mas também a qualidade do vínculo com o corpo, com o processo de gestação e com o bebé.
Esta intervenção clínica especializada integra conhecimentos da neurociência aplicada e da saúde emocional da mulher, atuando na modulação do sistema nervoso autónomo, na reintegração corpo-emoção e no apoio especializado em momentos críticos de transição e adaptação.

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Em que casos a Neurociência Clínica pode ajudar?
Fase Pré-Concecional e Reprodução Medicamente Assistida
casais ou mulheres em tratamentos de fertilidade (FIV, ICSI, IA), mulheres com infertilidade idiopática, ansiedade antecipatória, frustração, ambivalência e sensação de falência biológica.
Fase Gravidez - Regulação Emocional e Reintegração Corpo-Emoção
gravidez após tratamento de fertilidade (altamente medicalizada), gravidez com risco obstétrico (descolamento, restrição de crescimento, ameaça de parto pré-termo), história de perda gestacional anterior ou trauma obstétrico, estados ansiosos ou depressivos gestacionais).
Fase Perinatalidade e Pós-Parto
pós-parto com sintomas de instabilidade emocional, rejeição, medo, vazio, Dificuldade na ligação mãe-bebé ou pai-bebé, Luto perinatal, Depressão pós-parto, ansiedade ou perturbações dissociativas, Trauma obstétrico (parto violento, perda de controlo, intervenções traumáticas).
Intervenção Neuroemocional e Neurocomportamental nos Distúrbios Cardiovasculares Funcionais
Os distúrbios cardiovasculares funcionais caracterizam-se por sintomas intensos e recorrentes — como palpitações, opressão torácica, sensação de desmaio ou dispneia — que ocorrem na ausência de alterações cardíacas estruturais ou disfunções orgânicas identificáveis. Estes quadros resultam frequentemente de uma desregulação do sistema nervoso autónomo, associada a estados de alerta fisiológico sustentado, hipersensibilidade interoceptiva e sobrecarga emocional não processada, como ansiedade crónica, trauma ou vivências de stress persistente.

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Em que casos a Neurociência Clínica pode ajudar?
Palpitações recorrentes
Episódios frequentes de batimentos acelerados ou irregulares, que surgem em repouso ou em resposta a estímulos emocionais, sem alterações eletrocardiográficas detetáveis.
Sensação de aperto no peito ou dor torácica não explicada
Desconforto torácico com sensação de peso, pressão ou opressão, sem evidência de isquemia miocárdica.
Falta de ar (dispneia) sem causa pulmonar ou cardíaca
Sensação de não conseguir respirar fundo, frequentemente associada a crises de ansiedade, tensão crónica ou estados de alerta fisiológico contínuo.
Sensação de desmaio iminente ou instabilidade corporal inexplicada
Episódios de vertigem, fraqueza ou "queda de tensão", sem disfunção cardiovascular documentada.
Taquicardia postural (POTS)
Aceleração significativa dos batimentos cardíacos ao levantar-se, com sintomas como tonturas, fadiga extrema e mal-estar, associada a disfunção autonómica e, muitas vezes, a experiências prévias de esgotamento físico ou emocional.
Hipotensão ortostática funcional
Queda da pressão arterial ao passar da posição deitada para a posição em pé, sem causa neurológica ou cardíaca evidente.
Sensação de "coração acelerado" durante o sono ou ao acordar
Episódios de taquicardia noturna ou despertares com sobressalto, sem causa neurológica ou cardíaca evidente.
Pressão no pescoço, sensação de pulso forte ou "pulso na garganta", sensação de "choque elétrico" ou pulsações erráticas no tórax, sintomas que pioram em momentos de stress emocional, luto ou esgotamento afetivo
Sintomas subjetivos que causam desconforto significativo mas não são acompanhados de alterações cardiovasculares objetivas.
Intervenção Neurocomportamental nas Condições Ginecológicas Funcionais
As disfunções ginecológicas de origem funcional manifestam-se através de dor pélvica crónica, alterações menstruais, desconforto urogenital ou dificuldades sexuais persistentes, sem lesão estrutural identificável ou causa médica evidente. Estas condições — frequentemente subvalorizadas — têm elevada prevalência e estão associadas a desregulação autonómica, hipervigilância somática e experiências de vida emocionalmente marcantes, como stress crónico, trauma relacional, luto corporal ou desconexão com a vivência do corpo.
A intervenção clínica desenvolvida atua de forma integrada, combinando regulação neurovegetativa, reconexão corpo-consciência e acompanhamento emocional focado na recuperação sistémica, com base em evidência neurocientífica e enfoque na recuperação funcional e emocional da mulher.

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Em que casos a Neurociência Clínica pode ajudar?
Dor pélvica crónica funcional (sem causa ginecológica, urinária ou gastrointestinal clara).
Dispareunia (dor durante as relações sexuais, sem lesão).
Vulvodínia (dor crónica na região vulvar) e hiperalgesia vulvar (sensibiliade e desconforto na região vulvar).
Cistite intersticial / síndrome da bexiga dolorosa.
Síndrome de urgência urinária ou bexiga hiperactiva, com exames normais.
Dismenorreia severa sem patologia confirmada.
Amenorreia funcional (ausência de menstruação ligada ao stress, controle corporal ou trauma).
Síndrome pré-menstrual severa (PMDD) com impacto funcional e emocional.
Alterações do ciclo menstrual associadas a trauma emocional, perturbações alimentares ou rejeição do corpo.
Sofrimento emocional enraizado na vivência corporal do útero após perdas gestacionais ou procedimentos invasivos.
Quadros de desconexão com o corpo feminino, vergonha sexual e sexualidade dolorosa.
Intervenção Neuroemocional e Neurocomportamental nos Distúrbios Funcionais Gastrointestinais
Os distúrbios gastrointestinais funcionais — frequentemente descritos como condições de interação cérebro-intestino — caracterizam-se por sintomas persistentes como dor abdominal, distensão, alterações do trânsito intestinal ou náuseas, sem evidência de lesão orgânica ou inflamação ativa. Apesar da ausência de alterações estruturais, estas condições têm um impacto profundo na qualidade de vida, estabilidade emocional e funcionamento diário dos pacientes.
São quadros altamente prevalentes, com base em mecanismos como desregulação do sistema nervoso autónomo, hipersensibilidade visceral, disfunção da comunicação neuroentérica e padrões emocionais não processados, frequentemente relacionados a stress crónico, ansiedade, trauma ou luto corporal.

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Em que casos a Neurociência Clínica pode ajudar?
Síndrome do intestino irritável, com predomínio de diarreia, obstipação ou ambos.
Dispepsia funcional - enfartamento, dor epigástrica ou náuseas recorrentes sem causa orgânica.
Refluxo gastroesofágico funcional – azia e retroesternalidade sem anomalia anatómica ou resposta farmacológica adequada.
Náuseas crónicas idiopáticas – sem base infecciosa ou neurológica.
Distensão abdominal sem justificação mecânica.
Flatulência e cólicas intestinais associadas a stress.
Obstipação funcional ou urgência intestinal associada a ansiedade.
Síndrome do cólon sensível (intestino emocionalmente hiperreativo).
Alterações de motilidade intestinal pós-COVID, pós-infeções ou pós-antibioterapia.
Sensação de "estômago nervoso", "barriga ansiosa" ou "peso abdominal" sem explicação médica.
Intervenção Neuroemocional e Neurocomportamental nas Síndromes de Dor Musculoesquelética e Tensional
Os síndromes de dor musculoesquelética funcional e tensional envolvem dor persistente ou recorrente em músculos, articulações ou tecidos moles, na ausência de lesões estruturais que justifiquem a intensidade e cronicidade do desconforto. Trata-se de quadros de alta complexidade clínica, em que a dor é genuína e sustentada por mecanismos como sensibilização central, hiperatividade do sistema nervoso autónomo e circuitos de dor mantida por experiências emocionais não integradas.
Estes síndromes resultam frequentemente de processos acumulados de sobrecarga física e emocional, trauma relacional, perturbações do sono e estados de alerta corporal contínuo, exigindo uma abordagem clínica que integre regulação neurovegetativa, reorganização corporal e intervenção especializada centrada na reintegração emocional.

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Em que casos a Neurociência Clínica pode ajudar?
Fibromialgia: dor generalizada, sensação de peso corporal, fadiga intensa, distúrbios do sono, dificuldades cognitivas ("fibrofog") e sensibilidade exagerada ao toque ou estímulos leves.
Cervicalgia funcional: dor persistente no pescoço e ombros, sensação de rigidez, limitação de movimento e tensão constante, sem alterações relevantes nas imagens (RX, TAC, RM).
Síndrome miofascial: presença de "pontos gatilho" dolorosos em músculos específicos, que irradiam dor para outras zonas do corpo.
Dor generalizada persistente sem causa orgânica: sensações flutuantes ou difusas de dor pelo corpo todo, muitas vezes descritas como "dor que muda de sítio".
Síndrome do ombro congelado funcional (capsulite adesiva sem causa estrutural): perda progressiva e dolorosa da mobilidade do ombro, com exames normais ou com alterações mínimas.
Tendinites, bursites ou dores articulares recorrentes com exames normais: inflamações persistentes ou dores articulares sem lesões detetáveis por imagem.
Dores musculares migratórias, flutuantes ou desproporcionais: queixas de dor que "aparecem e desaparecem", mudam de lado, ou parecem não corresponder à intensidade do esforço físico.
Síndrome de dor pós-COVID ou pós-viral: dor corporal persistente após infeção aguda, acompanhada por fadiga, insónia, hipersensibilidade sensorial e dificuldades cognitivas.
Síndromes de dor amplificada por estados emocionais intensos: exacerbação significativa da dor durante períodos de stress agudo, trauma relacional, luto, instabilidade familiar, ansiedade persistente ou esgotamento emocional.
Intervenção Neuroemocional e Neurocomportamental nas Cefaleias Funcionais e Distúrbios Somatoformes
As cefaleias funcionais e os distúrbios somatoformes neurológicos consistem em sintomas neurológicos incapacitantes, como dor, zumbidos, tonturas, alterações sensoriais ou dermatológicas, sem base lesional detetável nos exames clínicos ou imagiológicos.
Estes quadros envolvem disfunções reais no processamento sensorial e autonómico, muitas vezes amplificadas por trauma, stress persistente, hipervigilância somática ou estados emocionais cronicamente reprimidos.

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Em que casos a Neurociência Clínica pode ajudar?
Cefaleia tensional crónica: dor persistente em pressão, aperto ou peso na cabeça.
Enxaquecas com ou sem aura, refratárias à medicação: crises de dor intensa, pulsátil, por vezes com sintomas visuais ou sensoriais prévios, que não melhoram com os tratamentos convencionais.
Cefaleia pós-stress ou pós-trauma emocional: dor de cabeça que surge após eventos emocionalmente intensos ou situações de perda, medo ou sobrecarga.
Zumbido (tinnitus) sem causa auditiva aparente: perceção de sons internos — como apitos, chiados ou pulsações — sem lesão otológica identificável.
Tonturas recorrentes ou instabilidade postural sem vertigem verdadeira: sensação de desequilíbrio, flutuação ou descompasso com o ambiente, sem alterações vestibulares.
Sensações de "formigueiro", "choque elétrico" ou dormência corporal: episódios de parestesias sem lesão neurológica detetável. Podem afetar mãos, rosto, membros ou a zona torácica, com flutuação de intensidade.
Pseudo-síncopes, espasmos ou paralisias breves sem causa neurológica: episódios de perda transitória de força, desmaio aparente ou movimentos involuntários, sem alteração na atividade elétrica cerebral ou lesão identificável.
Síndrome de fadiga crónica: sensação de exaustão extrema, dificuldades cognitivas, dores musculares difusas e episódios de confusão leve.
"Brain fog" (névoa mental): sensação de lentidão cognitiva, dificuldade de concentração, perda de clareza mental.
Intervenção Neuroemocional em Condições Dermatológicas Funcionais
Os quadros dermatológicas com expressão emocional significativa, também conhecidas como dermatoses com componente emocional, manifestam-se através de sintomas cutâneos — como prurido, inflamação, lesões ou compulsão de manipulação — sem base orgânica clara ou com agravamento significativo em resposta ao stress emocional.
Estas condições têm um impacto profundo: afetam a autoestima, a autoimagem e a perceção de segurança no próprio corpo, gerando um ciclo vicioso de vergonha, ansiedade e sintomas físicos que se autoalimentam.

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Em que casos a Neurociência Clínica pode ajudar?
Prurido funcional (comichão intensa sem lesão dermatológica visível): sesnsação de comixão difusa ou localizada, persistente, que pode migrar pelo corpo, sem erupções ou sinais inflamatórios identificáveis.
Dermatite atópica com modulação emocional: inflamações cutâneas recorrentes, com vermelhidão, prurido e descamação, frequentemente exacerbadas em contextos de stress, conflitos relacionais ou sofrimento emocional não verbalizado.
Urticária idiopática crónica com padrão emocional claro: episódios repetidos de pápulas e placas com prurido intenso, que surgem sem causa física aparente.
Psoríase com agravamento em contextos de stress crónico ou dor emocional: lesões em placas espessas e descamativas, que pioram em momentos de sobrecarga emocional.
Acne severa com impacto emocional e distorção da autoimagem: erupções inflamatórias com grande repercussão no bem-estar psicológico, autoestima e identidade corporal, especialmente em adolescentes e adultos jovens.
Dermatite artefacta e escoriações autoinduzidas: lesões causadas pela própria pessoa, muitas vezes inconscientemente, como forma de descarga de tensão ou expressão de dor emocional internalizada.
Intervenção Neuroemocional nas Condições Autoimunes com Forte Componente Emocional e Corporal
As manifestações autoimunes são condições inflamatórias crónicas caracterizadas por uma resposta imunitária desregulada, em que o organismo ataca os seus próprios tecidos. Para além dos fatores genéticos e imunológicos, estas patologias são altamente sensíveis à influência de estados emocionais, sendo comum a intensificação dos sintomas em contextos de stress crónico, trauma não integrado, luto ou perturbações da regulação neurovegetativa.
Há evidência crescente de que o eixo cérebro–sistema imunitário desempenha um papel relevante na modulação da inflamação autoimune, influenciando tanto o curso clínico como a experiência subjetiva do quadro. A intervenção neuroemocional atua nesse eixo, com foco na estabilização autonómica, na integração emocional e na reorganização funcional do self corporal.

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Em que casos a Neurociência Clínica pode ajudar?
Lúpus eritematoso sistémico: condição inflamatória sistémica com manifestações cutâneas, articulares e neurológicas que podem ser intensificados por ciclos de stress, sobrecarga emocional ou eventos de vida desorganizadores.
Artrite reumatoide com flutuações emocionais relevantes: inflamação articular crónica, com impacto funcional e dor persistente, frequentemente agravada em momentos de exaustão emocional.
Doença de Crohn com padrão relacional e emocional identificável: patologia inflamatória intestinal crónica, com forte interação entre inflamação, microbiota, sistema nervoso entérico e experiência emocional.
Tiroidite de Hashimoto com instabilidade neuroemocional associada: condição autoimune que afeta a tireoide, com impacto em humor, energia, memória e regulação térmica.
Esclerose múltipla (em fases iniciais ou de convivência funcional): doença neurológica inflamatória e desmielinizante, que exige reorganização emocional profunda, acompanhamento durante processos de luto funcional e estratégias de regulação neurocomportamental adaptativa.
Síndrome de Sjögren: condição inflamatória com secura mucosa, fadiga intensa e queixas difusas, muitas vezes acompanhada de sentimentos de esgotamento, isolamento e desconexão emocional prolongada.
Intervenção Neuroemocional nos Síndromes Pós-Virais e Pós-Infeciosos
As síndromes pós-virais e pós-infeciosas caracterizam-se por sintomas físicos, cognitivos e emocionais que persistem mesmo após a resolução da fase aguda de uma infeção. Fadiga intensa, disfunção autonómica, perturbações do sono, confusão mental e labilidade emocional são manifestações frequentes, que refletem mecanismos de neuroinflamação prolongada, desregulação neurovegetativa e falhas na recuperação sistémica.
Estes quadros têm um impacto profundo e desorganizante na vida dos pacientes, afetando o seu funcionamento diário, identidade corporal e sentido de continuidade com a saúde anterior à infeção.

Em que casos a Neurociência Clínica pode ajudar?
Síndrome Pós-COVID (Long COVID).
Síndrome Pós-Mononucleose.
Síndrome Pós-Dengue, Zika, Chikungunya e outras viroses tropicais.
Fadiga pós-infecção urinária.
Fadiga pós-infecção gástrica.
Fadiga pós-infecção respiratória (mesmo não COVID)
Síndrome Pós-Epstein-Barr.
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Outras Condições Somáticas Complexas com Impacto Emocional
As denominadas "condições somáticas complexas" são manifestações corporais crónicas que não apresentam causa médica evidente, mas que interferem diretamente com o bem-estar físico, o funcionamento diário e a saúde mental do paciente.
Muitas delas refletem circuitos cerebrais de stress persistente, vigilância corporal disfuncional, trauma implícito e falhas de integração entre mente e corpo.

Em que casos a Neurociência Clínica pode ajudar?
Insónia crónica de origem funcional.
Fadiga crónica idiopatica.
Bruxismo e tensão mandibular persistente.
Hiperidrose com componente emocional.
Perturbações funcionais do apetite e metabolismo.
Variações de peso abruptas sem explicação metabólica.
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